Caiu o acento de têm , mas me assento no sofá e apoio-me no acessório almofadado e descanso porque meu assessor não descuida da nossa Lingua Portuguesa. E enquanto asso uma carne em espetos de aço deleto o azar e deixo meu cerébroasartodo meu ser, então voo e sobrevoo por todos os continentes e com uma broxapinto minha tela que penduro na parede com brocha. É quando tenho minha “viagem”cassada pois sou caçado pelos meus tenros rebentos. Meus cartuchos de quimeras vão-se e, volto a ser um cartuxo na selva de pedra. Minha cédula é fosca e tosca mas sou sédulo com minha identidade: sou um xá ocidental que ama os chásorientais. Minha especialidade é cevar a mente de outrem com imagens praianas paradisíacas sem sevar o self. Não quero me cegar para o lúdico, mas quero segartoda a amargura pois durmo em cela onde se guardam as selas. Tenho muito bomsenso, todavia não gosto de censos. Cerro meus punhos para não serrar os pais que não assumem seus filhos. Interrompi a serração de lenha para lareira porque acerraçãoaumentou assustadoramente. Recebi um cheque que colocou minha coragem emxeque: gastar ou depositar ?
Sinta a cinta do amor te apertar, afinal o amor é fogo que arde sem se ver. É ferida que dói e não se sente. Embora tenha um cocho de paixões, sou coxo no amor. Sempre cumprimento meus sentimentos por seus extensos comprimentos porque meu amor nunca acaba. Todo bom concerto é um conserto para minha alma. É por esta sensibilidade que há uma conjetura de que minhas conjunturas amorosoas feneceram. Mas faço-as renascerem ao restaurar minhas coringas e lançá-las ao mar: este é o meu curinga para meu amor reconquistar. E não há “corisa” que venha me fazer corizar te tanto chorar. Por isto costumo coser meus sentimentos para nãocozer minhas paixões. Isto é decente. Não descente. Não confunda!
Toda pessoa mal amada tende a diferir a felicidade, enquanto as bem amadas amamdeferir a felicidade. Ela é cheia de descrição e pormenoriza tudo, até osdiscretosviram “Emílias lobatianas”. Mas falar descrimina e discrimina o réu confesso do não confesso. A sabedoria do primeiro dispensa elogios, a estultícia do segundo o prende à despensa dos insensatos. Um, não passa despercebido, enquanto o outro vivedesapercebido. O insensato costuma elidir os conselhos e sempre tende a ilidiros anciãos. Seu futuro não chegará porque ele vive a imergir na lama, embora seu desejo seja emergir. Mas seu self vive imerso na nostalgia e jamais será emerso das agruras por ti produzidas. Por isto estou na iminência de voar, então tornareieminenteamante do Theos, da vida. Vou empossar meus sentimentos: serão meus mentores para não empoçar no meu coração um lamaçal de lamentações. Na realidade todos nós somos expectadores, isto porque para ter perspectivas temos que ser um bomEspectador do contexto, da situação.
Se, você leitor, gostou deste artigo, não diga para mim. Diga aos outros. Mas nunca confunda difamar com defumar. Se não gostou, não me ‘defume’ ( quero dizer, difame) diga-o para mim. Me escreva: eliezerbarros@hotmail.com
Eliézer Barros